Qual é a vibe turístisca de Bangkok? Entenda isso olhando para os mochileiros na rua Kao San. É muita gente tatoada fazendo mais tattoos, tomando uns drinks (ou milhares), comprando camisetas com estampas de elefante ou cerveja, comendo comidas locais e com uma forma de andar e conversar que mostra que aquele é o endereço de férias dos “cool travellers”.

Ao chegar em banguecoc senti aquele calor que parece que está faltando ar. Pensei, ok, já era esperado. O bom foi que me adaptei mais fácil que pensava. Muita água e, se possível, usar uma sombrinha para esconder do sol geralmente conservam minimamente sua dignidade.

Eu havia lido que os tailandeses não gostam de ‘passar vergonha” e que conflitos devem ser evitados. Na dúvida, sorria. Aos poucos isso fez sentido, especialmente quando se trata das dificuldades para comunicar com os turistas. Gente, a língua deles é muito diferente do inglês. Os sons são muito difíceis e muitos não conseguiam falar números direito e se você não entende o preço das coisas eles ficam com raiva. Eu acredito que possa ser vergonha. Saindo do aeroporto, o taxista falava em uma língua que não consegui entender se era inglês ou tailandês. Eu não entendia nada e ele começou a ficar agressivo. Por fim, deduzi que era dinheiro e vi um posto de pedágio se aproximando. Mas devo dizer que em Banguecoque isso aconteceu com maior frequência que em outros lugares da Tailândia. O estereótipo do tailandês gentil e amável parece mais próximo da realidade em cidades menores.

Gente, os templos são incríveis, monumentais, coloridos, dourados… Neles podemos ver atos e cerimônias religiosas que fazem parte da vida dos budistas. Entramos descalços, podemos triar fotos, mas não podemos entrar com roupas curtas (ombros ou joelhos de fora). Em alguns lugares, eles emprestam uma capa para as pessoas despreparadas se cobrirem. Como não dá pra contar com isso, é bom levar roupas leves e que cubram joelho e ombro na bolsa de mão se você não quiser usa-las o tempo todo. Os rituais dos monges e dos fiéis nos lembram de nossa ignorância sobre o mundo do outro. Entrar em um templo budista tailandês pode trazer muitas sensações. Em alguns deles fui tomado de um sentimento de gratidão profunda por estar ali, por poder ver como vivem as pessoas em outros lugares, por poder me aproximar de uma forma de arte que até então não havia visto. O dourado, os pequenos pedaços de azulejo brilhantes que decoram as esculturas, os fiéis reverenciando buda com incensos e se curvando diante das estatuas te fazem entender o que significa estar do outro lado do planeta.

A comida é cheia de aromas diferentes e deliciosos. Muitos frutos do mar e pimenta! Curry tem de vários tipos e cores. Camarão de todo jeito! Frutas deliciosas e baratas como a dragon fruit que no Brasil é difícil de achar e é vendida a preço de ouro.

Mas quanto custa? Em Bangcoc há templos e atrações mais caras que em outras partes da Tailândia. O palácio real, por exemplo, foi o mais caro e custou 500 BHT. Na cotação atual dá mais que 50 reais. Outros templos custam apenas 20 BHT, 50 BHT ou nada. O táxi do aeroporto para o hotel custou 350 BHT mas não peguei muito trânsito. Outros percursos de média distância custaram 100 BHT. Acabamos usando mais táxis que de costume em nossas viagens por causa da limitação do metrô e do calor escaldante. No final do dia, na hora de voltar, falta energia para andar 30 min até o metrô. Se você se hospedar mais perto da região onde estão as atrações será mais fácil fazer os percursos a pé. A comida mais barata é um arroz ou macarrão deliciosamente temperados e que podem ter frango, carne de vaca, ovo, frutos do mar e vegetais. Em um restaurante, esse prato custaria por volta de 100 BHT e ainda menos nas barraquinhas de rua. Tem também as lojas de conveniência espalhadas por toda a cidade que vendem lanchinhos como sanduíches por algo como 70 BHT que eles esquentam na sanduicheira na hora. Fica bom! Hotéis, tem de todo preço. Em geral, você pode conseguir algo muito bom pagando muito menos que na Europa, EUA e Brasil. Lembre-se de que estar perto do metrô ou do trem suspenso não significa que você estará extremamente bem localizado.

Dicas:

  • Ao chegar a Tailândia, passageiros sul americanos precisam de passar pelo health control ANTES de ir à imigração. Lá eles vão olhar sua carteira internacional de vacinação contra a febre amarela. Se você não passar por lá será preciso voltar.
  • Um picolé de coco com pedaços de chocolate é tudo que você irá desejar no calor de Bangkok. Mas tome cuidado – o meu era de coco com feijão.
  • Peça educadamente para o taxista ligar o taxímetro e se ele não o fizer agradeça e saia.
  • Quando for andar de tuk tuk, negocie a corrida. Eles costumam dar um preço bem maior que o razoável.
  • Quando for visitar o palácio real, vá cedo. De preferência, chegue meia hora antes de abrir. Você será um dos primeiros a entrar e terá algum tempo antes do lugar ficar parecido com uma micareta. Além disso, não é tão quente de manhã.
  • Ande de barco pelo rio. É legal.
  • A massagem tailandesa é famosa e você encontra por todo lado. Custa por volta de 250 BHT e é ótima. Eu fiz em Chiang Mai (cidade sobre a qual falarei em breve) uma massagem em um local que treina massagistas cegos. Foi ótimo e ainda contribuí para uma causa de extrema importância. Se você preferir, por um preço parecido, você pode optar pelo fish spa. Você coloca os pés em um aquário e deixa os peixinhos comerem as partes podres da sua pele – esse aí eu não testei.
  • Muitos pratos têm pimenta e coentro. Se não gosta, peça sempre para não colocarem.