Esta cidade data de 1350, já foi a capital da Tailândia e está localizada bem próxima à Banguecoque, o que a torna ideal para um bate e volta. Por volta de 1700, Ayuthaiya tinha se tornado a maior cidade do mundo e abrigava aproximadamente 1 milhão de pessoas. Sua localização contribuiu para que ela se tornasse um importante entreposto comercial. O que se vê hoje, na parte mais histórica, são ruínas, algumas mais preservadas e outras menos, já que a cidade foi invadida e destruída por birmaneses em 1767.

Embora a cidade não seja grande, muitos templos estão distantes uns dos outros (não dá pra fazer tudo a pé se for ficar um dia só). Nós alugamos bicicletas. Foi prático e barato. Tivemos que deixar alguma garantia que seria o passaporte ou 500 BHT. Meu passaporte eu não dou mesmo e não recomendo ninguém a dar! Então leve uma graninha extra para deixar lá e pegar depois que devolver a bicicleta.

A parte mais central da cidade é uma ilha cercada por três rios. Meus templos favoritos estavam fora dessa região e cruzamos os trechos de água de barco ou por pontes. Você poderá levar sua bicicleta no ferry mas isso exigirá algum esforço físico e destreza para carregá-la pelas escadas que dão acesso aos pequenos portos e para colocá-las e tirá-las das embarcações.

Os templos são lindos e bastante diferentes do que vimos no resto do país. Se em Bangkok predominam as telhado intrincados e as pedras preciosas, aqui você vê tons de marrom e templos que parecem ter sido feito de tijolo, terra e pedra. Eu recomendo que reserve um tempo para ir até o Wat Chai Wattanaram que está bem preservado e é imponente. Se for ficar até de noite ou passar a noite na cidade, você poderá deixá-lo para o final da tarde e assistir ao pôr do sol nele. Cruzando o rio de barco, visite o Wat Phanan Choeng e esqueça do tempo assistindo aos rituais nesse templo. Lá dentro tem uma estátua de quase vinte metros. Tivemos sorte e assistimos a um curioso ritual em que essa estrutura era coberta com tiras de panos amarelas muito compridas e que eram esticadas para que os fiéis pudessem tocá-las. Presenciamos também um grupo de monges andando em fila e tocando vários sinos alinhados na porta do templo. Outro templo que me marcou  pela grandiosidade de suas construções foi o Wat Phra Si Sanphet, localizado dentro da ilha.

Você pode ir pra cidade de trem, ônibus ou van. Teoricamente, o trem demoraria uma hora e meia mas o que eu peguei foi tão veloz quanto uma lesma e demorou quase três horas. Fui de terceira classe por 15 BHT e vi a galera local vivendo seu dia a dia e comendo umas coisas meio loucas no trem. A demora atrapalhou curtir a cidade, porém, a experiência compensou. Acabamos voltando de van por causa do cansaço.

Dicas

  • Não se limite aos templos da parte mais central. Eles não são os melhores.
  • Se for alugar a bicicleta, lembre-se: a mão é inglesa e a galera não curte muito leis de trânsito. Cuidado.
  • Junto com a bicicleta você receberá um mapa com sugestões de pontos turísticos. Ele ajuda mas você não precisa de se limitar a ele. Informe-se antes. A lista de atrações do trip advisor é sempre útil.
  • Passar uma noite na cidade vai te dar mais tempo para curtir as coisas e de lá você pode ir de trem ou ônibus para chiang mai. Eu acabei ficando somente uma tarde e achei pouco.