Cartagena é uma das joias da América do Sul. Seu centro histórico, impecavelmente bem conservado, é encantador e andar pelas ruas cheias de cores é a atração principal da cidade. Some a isso os diversos restaurantes com comidas saborosas e de tipos variados e você tem motivos suficientes para incluí-la em seu roteiro.

Lá visitei a Catedral San Pedro Claver. A igreja é linda, assim como o museu que fica bem ao lado. O principal, entretanto, é a história de Predro Claver. Ele foi um membro da igreja católica que viveu entre 1581 e 1654. Nascido na Espanha, ele foi viver em Cartagena para atuar como missionário nas famosas empreitadas da igreja para salvar as almas dos não cristãos. Ele ficou conhecido por seu trabalho humanitário em benefício das pessoas escravizadas. Lá tem um jardim bom para uma pausa do calor extenuante. Outro lugar bastante interessante é o Castillo San Felipe Barajas. Ele era uma fortaleza que tinha o intuito de proteger a cidade, importante entreposto comercial.

Nó tivemos sorte de estar em Cartagena no dia 20 de julho, data em que a Colômbia comemora ter se livrado da dominação espanhola. Houve desfiles nas ruas, com música, cores e bandeiras. Foi lindo, mas deu pena de ver a galera desfilando debaixo de um sol que lembrava uma caldeira.

Na cidade também tem praia, mas daquelas de areia e mar escuros e sem muita estrutura para o turista. Para ver aquele marzão do caribe é bom incluir no roteiro a Ilha de San Andres. Eu, por não ser fã de praia e já ter tido minha experiência de Caribe em Cuba, preferi deixar de fora. Se você quiser se refrescar numa praia bacana e não muito distante, você pode ir a Playa Blanca que fica a 30 km de Cartagena. Dá pra ir de barco ou de ônibus.

Meus companheiros de viagem quiseram ir e optamos pelo ônibus. O passeio todo, com transporte saindo do meu hotel e almoço, custou 35000 COP por pessoa depois de uma negociação, já que o preço inicial era de 40000. Eu reservei com um agente que estava na rua, em frente do Castillo San Felipe Barajas. A água é de um azul lindo e não é fria. Valeu a pena. A empresa de turismo deixa a galera na parte mais movimentada da praia e se você quiser mais calma, vale a pena andar para um ponto um pouco mais distante. No meio desse lugar meio muvucado, chegam os turistas de barco e partem os passeios de banana e uma espécie de colchão redondo inflável amarrado à uma lancha que tenta, a todo custo, derrubar os dois cidadãos que se agarram como podem. É bem mais perigoso que a banana. Quando as pessoas são lançadas fora da boia, elas parecem uma daquelas pedrinhas achatadas que jogamos na lagoa que vai batendo na água várias vezes antes de afundar. Obviamente, para aumentar o risco de morte, eles jogam os passageiros da boia do inferno perto dos banhistas numa espécie de boliche sádico. Cuidado!

A comida foi um capítulo à parte. Reservamos, com antecedência de duas semanas uma mesa para jantar no Carmen. Foi uma experiência culinária e tanto! Eles fazem comida local com toque modernoso e com sofisticação. O sorvete da Tramonti é de comer de joelhos. Não tenha vergonha de ir mais de uma vez ao dia (eu não tive). A Mila Pasteleria tem sobremesas e comidas divinas. Vá no café da manhã e volte depois do almoço para a sobremesa. No bairro Getsêmani (ao lado da cidade amuralhada), eu fui a um restaurante italiano chamado Di Silvio Trattoria por indicação de uma amiga. A massa e a pizza são deliciosas. Além disso, a localização é bem no meio do movimento do bairro, que foi o meu favorito de Cartagena.

DICAS

  • No castillo tem uma subidinha razoável no início. Seja menos burro que eu e não vá no auge do calor, às 14 horas.
  • Os táxis em Cartagena não têm taxímetro e os preços devem ser combinados antes da corrida. O preço é camarada em comparação com os do Brasil e taxistas diferentes cobraram sempre o mesmo preço para o percurso que fizemos todo dia.
  • Se você procura uma vibe mais jovem, hospede-se no bairro Getsemani. Ele também é histórico, está ao lado da cidade amuralhada, é cheio de arte urbana nos muros, tem restaurantes deliciosos, bares e baladas. Outra vantagem imensa é que você verá um pouco do movimento dos locais. As casas têm suas janelas e portas bem na rua e dá pra ver o movimento de quem mora por lá. Na cidade amuralhada isso não acontece.
  • Perca-se pelas ruas da cidade amuralhada e de Getsemani também!