Esta jornada pela Colômbia dura 12 dias de centro urbanos, praia e cidades históricas, em julho de 2016. Viemos de Avianca, companhia que costuma ter bons preços para voos nas Américas. Já voei com eles algumas vezes e já tenho milhas para o Peru no meio do ano que vem – cenas dos próximos capítulos. Mas até lá, vamos focar nessa experiência colombiana em que percorremos Santa Marta, Cartagena, Barichara, Villa de Leyva e Bogotá. Me apaixonei, principalmente pela calma do interior colombiano, pela natureza e a comida de Cartagena. Os museus imperdíveis de Bogotá, as cores de Cartagena e as ruas calmas e charmosas de Barichara e Villa de Leyva deixaram marcas de alegria e gratidão. Em apenas 12 dias, teve muito calor e umidade, e também frio e um pouco de chuva.

Em tempos de real ainda bastante desvalorizado, a Colômbia se torna ainda mais atraente para nós. Falar sobre gastos de viagens é sempre muito relativo, porque depende da grana  que cada um tem e está disposto a gastar. Entretanto, me arriscaria a dizer que um quarto duplo em um hotel razoável custa por volta de 200 por noite para o casal. Entre comidas e passeios, 300 para dois foi o que gastamos sem precisar de fazer muita economia. A essa conta, acrescente o preço das passagens e deslocamento dentro do país. Duas semanas de viagem devem custar menos que dez mil para duas pessoas.

Antes de irmos, pesquisei se seria melhor comprar pesos no Brasil, trocar reais por pesos na Colômbia ou levar dólares para trocar por pesos por lá. De fato, como eu havia lido na internet, comprar dólares no Brasil e troca-los lá era a opção mais vantajosa. Entretanto, eu não havia achado informações sobre fazer saques nos ATMs colombianos. Eu usei essa opção duas vezes e acabou sendo a mesma taxa que consegui comprando dólares e trocando-os por pesos. Considerando que é muito chato ficar comprando dólares e trocando depois, aos poucos, durante a viagem, e perigoso ficar carregando dinheiro em grandes quantidades, eu recomendo levar parte em dólares e sacar o resto com o cartão da sua conta. Não deixe de perguntar ao seu banco com antecedência sobre esse serviço. Cada saque tem um valor fixo de taxa, além do IOF. Assim, se você sacar 50 ou 1000, a mesma taxa fixa vai incidir sobre o valor e acaba valendo mais a pena fazer saques maiores.

Muitas pessoas me perguntaram se a Colômbia não seria um país perigoso para viajar. Eu perguntei a elas se o Brasil não seria um país perigoso para viver… O que posso dizer é que não me senti inseguro e os locais me advertiram a tomar cuidados básicos, como não ficar balançando meu rico dinheirinho na rua e prestar atenção aos meus pertences. No Brasil, eu me arriscaria a acrescentar ficar atento a balas perdidas, arrastões e sequestros relâmpagos. É possível que a Colômbia tenha sua dose dessas emoções brasileiras, mas eu preferi não perguntar, afinal, se isso fosse motivo para não ir pra lá, eu teria que, primeiro, me mudar do meu país.