Galway é a quarta maior cidade da Irlanda e fica localizada no oeste do país. Nós chegamos até lá depois de uma viagem de ônibus do aeroporto de Dublin com a empresa CityLink (3 horas de viagem – 19 euros).

Meu amor pela Irlanda começou há dez anos, quando eu fiz intercâmbio em Dublin por seis meses. Lá eu estudei inglês, vendi muito sapato, algumas lembrancinhas para turistas e entendi que minha paixão era conhecer pessoas, lugares pelo mundo. Ainda naquela época, eu havia ido para Galway para ver o interior da Irlanda, aquelas paisagens que vemos em filmes que nos encantam. Além da cidade em si, com seu ar tipicamente irlandês, cheia de pubs tradicionais, ela é porta de entrada para passeios que mostram algumas das paisagens mais fantásticas do país. O centrinho é bem fácil de ser percorrido a pé e em um dia completo você pode visitar os pontos principais. Entretanto, fique mais tempo, porque de lá você pode visitar os Cliffs of Moher, As Ilhas Aran e a Península de Connemara.

 

Eu fiz dois desses passeios, sendo um dia para a península de Connemara e um para os Cliffs (30 euros cada um). Ambos eu fiz com a empresa Galway Tour Company, que havia sido muito bem recomendada em avaliações na internet.

O passeio por Connemara inclui ruínas de uma abadia, fiordes, vilas e a maravilhosa Kylemore Abbey. É difícil de descrever a beleza dos locais que visitamos, mas mais difícil ainda é descrever a calma e maravilha que cercavam as estradas onde passamos. Eu queria parar o tempo todo e fotografar. A foto destacada nesse post, por exemplo, tirei quando nosso ônibus foi forçado a parar porque o trânsito de ovelhas era intenso! E também tem as vacas, que eu amo, especialmente as cabeludas! Infelizmente, por estarmos em um tour, isso não era possível com frequência. Nós até paramos algumas vezes, mas não tantas quanto eu teria gostado. Eu pensei em fazer os passeios em carro alugado, mas não acho que teria ido exatamente aos mesmos locais e dirigir na mão inglesa é bem estressante para mim. Nosso guia era bem engraçado, mas pelamordedeus. Parece que eles são instruídos a falar o tempo todo na nossa cabeça, dando informações sobre cada pedra do caminho. Muito cansativo! Foi assim nos dois passeios.

 

O passeio para os Cliffs eu achei que teria sido mais fácil fazer de carro alugado, porque as paradas que fizemos não eram tão belas em comparação com Connemara e eu senti que tomaram tempo que gostaria de ter passado nos Cliffs mesmo. Na verdade, chegamos lá as duas da tarde e ficamos até quatro. O lugar é incrível! O despenhadeiro é gigantesco, de tirar o folego e você pode andar ao longo dele. Para chegar até o final, deve demorar quase duas horas. Andamos até onde o tempo permitiu, mas com aquela sensação de que queríamos muito mais. Outra coisa é que deu vontade de passar o dia e ver a luz mudando e consequentemente minha percepção da paisagem. Lá tem um centro para os visitantes com um café e pequeno museu onde você poderá se alimentar e descansar um pouco se quiser passar boa parte do seu dia por lá ou até mesmo o dia todo. Se você curte se aventurar por estradas no exterior acho que o carro é uma ótima opção para o passeio.

 

DICAS

  • O restaurante McDonugh’s serve fish and chips – peixe frito com bata frita tradicionais do país – divinos!

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  • O pub Taafes tem decoração e clima tradicionais e irlandesa diariamente.
  • Se for dirigir na mão inglesa,  é meio chato no início, mas pegar um carro automático já ajuda muito. Tive essa experiência na África do Sul e felizmente sobrevivi, embora tenha feito várias conversões na contra mão e tenha socado a roda no meio fio umas vezes.
  • Leve seu fone de ouvido para a excursão para se isolar da falação do motorista quando cansar.