Agra é, geralmente, uma parada rápida no circuito mais turístico da Índia – o Golden Triangle (triângulo dourado). Esse roteiro clássico costuma dedicar um dia ou somente algumas horas a Agra, deixando mais tempo disponível para Délhi e Jaipur. Muita gente também opta por fazer um bate e volta de trem ou de carro com motorista de Délhi. A verdade é que a cidade é muito barulhenta e não tem muito charme, por assim dizer. Obviamente, o fato de o Taj Mahal estar localizado em Agra, faz da cidade parada quase obrigatório no país.

No nosso caso, passamos um dia e meio em Agra. Queríamos ver o Taj Mahal ao amanhecer, horário em que há menos pessoas e que a luz é mais bonita. Entretanto, havia muita neblina quando estávamos lá e ela não nos teria deixado ver um palmo na nossa frente. Assim, nossos planos precisaram de um ajuste de última hora. Devo confessar, entretanto, que depois de ter viajado  uma noite inteira no ônibus mais tosco em que já arrisquei minha vida (veja este post), eu estava morto de cansaço e nem reclamei de ser obrigado a dormir até mais tarde.

A gente vê tanta foto maravilhosa do Taj Mahal que eu confesso que estava com medo de me decepcionar. Ao chegarmos, a fila foi bem rápida. Obviamente, somente a fila para os estrangeiros foi rápida. Os locais aguardam horas para comprar ingresso e depois de entrar no complexo mofam na fila para entrar de fato no mausoléu. Há literalmente milhares de pessoas na fila. Enquanto eu estava lá, li uma reportagem no jornal dizendo que o governo queria limitar o número de visitantes locais a 20 mil de manhã e mais 20 mil a tarde. Um dos motivos seria o perigo de pisoteamento no caso de uma confusão.

O Taj foi inaugurado em 1648, depois de 20 anos de construção. Ele foi uma homenagem do imperador mongol Shan Jahan a sua esposa Aryumand Banu Began, que morreu dando a luz ao seu décimo quarto filho. Dentro da construção, tanto o imperador quanto sua esposa foram sepultados. Eu fiquei simplesmente perplexo com a dimensão e beleza do lugar. O jardim, o imenso espelho d’água, e o interior do Taj são maravilhosos!

Também visitamos o Agra Fort e o mausoléu de nome Itimad au Daulah, conhecido como Baby Taj. Achei que ambos valeram a pena. O forte é bem grandioso e concorrido. Já o Baby Taj é menor, mais calmo e muito mais vazio. Foi bom para recuperar da loucura do Taj Mahal.

De Agra pegamos um trem para Jaipur, nossa cidade favorita no Rajastão, que é assunto do próximo post.

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DICAS

  • A entrada do Taj custa 500 rúpias, algo como 25 reais (cotação de março de 2018) e será, provavelmente, a atração mais cara que você vai pagar na Índia.
  • Tenha paciência com a multidão. São literalmente milhares de pessoas lá com o mesmo objetivo e pelo menos a metade delas quer tirar a foto clássica no mesmo lugar. Para evitar o ranço, vá bem cedo.
  • Nos hospedamos no Courtyard Marriott, hotel bom e com um excelente restaurante. Eles tem um bom buffet de almoço, com bastante variedade. O preço é salgado, mas acaba sendo interessante, porque te dá a oportunidade de experimentar vários pratos da culinária indiana.