Introdução

Chegou a hora de escrever sobre a cidade que mais me empolgou durante minha viagem ao Canadá. Montreal é a maior cidade da província de Quebec e a segunda mais populosa do país. Além da influência francesa no idioma (aqui a primeira língua é o francês), você também vai notar como a arquitetura da parte da mais antiga da cidade se assemelha a de cidades europeias. Montreal tem uma mistura muito interessante de preservação do patrimônio histórico e uma vocação escancarada para uma cultura contemporânea de rua muito bem representada pelos murais espalhados nos muros da cidade. Como se isso tudo não fosse suficiente, a cidade ainda tem uma culinária diversificada e deliciosa, dias de muita luz e eventos culturais no verão, áreas verdes, um povo educado e as políticas de promoção da diversidade.

O que fazer

Você pode começar sua visita pela parte mais antiga da cidade e se impressionar várias vezes com a sensação de estar na Europa. Uma das construções históricas mais visitadas da cidade é a Basílica de Notre Dame (CAD 8), que impressiona pela riqueza de detalhes e é imperdível. Reserve um tempo para andar sem rumo pelas ruas da região vendo as lojinhas, galerias de arte e outras edificações de seu interesse.

Bem perto do centro histórico está a área portuária, nas margens do Rio St Lawrence. Ela foi revitalizada e abriga uma série de atrações. Uma delas é o centro de ciência (Science Centre – CAD 20 pelas exposições e CAD 12 pelos filmes no cinema IMAX). Também há uma roda gigante (CAD 25), que te permite ver o contrastes entre as regiões mais antigas e mais modernas da cidade, além da beleza do rio e parques da região. Outra opção é um complexo sensacional de atividades para crianças com arvorismo, brinquedos infláveis e tirolesa, mas eu acredito que só deve funcionar nos meses mais quentes.

Saindo da zona portuária, do outro lado do rio, está o parque Jean-Drapeau. Você pode ir de barco ou de metrô. Além de muito verde, áreas agradáveis para caminhar ou descansar, há um museu em forma de esfera lindíssimo chamado Biosphére (CAD 15). Ele abriga exposições sobre questões ambientais, mas infelizmente não pude visitar, porque estava fechado para manutenção. Se você estiver na cidade nos meses mais quentes, lá também existe uma piscina comparável ao Piscinão de Ramos, chamada Jean-Doré Beach (CAD 9). Ela é enorme e tem areia nas margens para imitar uma praia. Outra possibilidade, para os fãs de adrenalina, é visitar o parque de diversões La Ronde, que pertence à rede Six Flags, famosa pelos excelentes brinquedos de adrenalina. Eu fui ao parque e me diverti horrores.

Saindo um pouco do circuito concentrado nas áreas próximas ao centro histórico, vale a pena visitar o mercado Jean-Talon. Ele fica em ambiente coberto, mas sem paredes, o que faz com que ele se assemelhe a uma mistura de mercado com feira de rua. Lá você encontra produtos frescos locais, ótimas lanchonetes e pode ver as famílias canadenses passeando e fazendo suas compras.

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A Gay Village é a área mais LGBT da cidade, com a rua principal Saint Catherine St. toda decorada com as cores do arco-íris e ótima para um passeio a pé. Aqui no Canadá, a questão do respeito à diversidade está muito mais avançada, de maneira que você vê gente de todo tipo passeando por aqui sem medo. É importante ressaltar que a população LGBT não teme ser violentada como no Brasil e as pessoas heterossexuais não temem ser confundidas com LGBTs, porque, em geral, isso não e visto como um defeito.

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Outro lugar que visitei e adorei foi o jardim botânico da cidade (CAD 20,50 para visitar uma atração e CAD 35,50 para duas) que é lindíssimo. Há muitas áreas diferentes, com jardins orientais, estufas e flores de todo tipo. Também há um local dedicado aos insetos, um planetário e o Biodôme (instalação que simula quatro diferentes ecossistemas, mas que estava pechada para reforma). O preço é salgado, mas o lugar é enorme e pode ser um passeio de um dia inteiro ou de algumas horas do seu dia.

DICAS

  • Ande muito pelas ruas da cidade e admire a quantidade impressionante de arte de rua. Essa foi a característica da cidade que eu mais gostei!
  • Para os fãs de doces, a rede Juliette & Chocolat tem delícias de enlouquecer!
  • No mercado Jean-Talon, há o café La Fournée de Sucreries, onde você pode comer doces maravilhosos!
  • Na Gay Village, o La Dînette à Mado é uma boa opção para lanches ou almoço. Ele fica bem na rua principal e tem uma garçonete drag sensacional!
  • Em Montreal, os bagels são uma tradição muito forte. Para quem nunca comeu, eles são uma massa que é cozida em água com mel e em seguida assada em forno à lenha. O lugar mais tradicional para comê-los é na St Viateur Bagel Shop. Eles são baratinhos (90 centavos) e as pessoas geralmente compram muitos. Devo confessar que não gostei muito.
  • Outra tradição culinária da cidade é a lanchonete e restaurante Schwatz’s. Sempre cheia, eles vendem um sanduíche de carne defumada (CAD 9,95) que enlouquece os carnívoros.
  • A loja Dollarama tem unidades espalhadas pela cidade, inclusive em outras partes do país também. Lá você encontra produtos variados por preço acessíveis, como lembrancinhas de viagem, decoração e milhões de outras coisas.